PHILIPPE GUÉDON INDICADO PARA NOMEAR PONTE EM ITAIPAVA

Homenagem simboliza a luta de Guédon pela união e gestão participativa da sociedade civil

Philippe Guédon

Com muita satisfação a diretoria do IPG recebeu a notícia de que seu fundador, Philippe Guédon, foi indicado para nomear a ponte, atualmente conhecida como ponte do arranha-céu, localizada na BR-040, em Itaipava. Cleveland Jones, Presidente do IPG, acredita que com esta indicação “ Petrópolis está mais perto de ter mais uma justíssima homenagem a esse ícone da gestão participativa, justamente em Itaipava, região cujo desenvolvimento ele impulsionou e ajudou a transformar em Distrito de Petrópolis”.

Carlos Eduardo

A iniciativa da homenagem surgiu de Carlos Eduardo Pereira, que se considera um discípulo de Guédon. A escolha de uma ponte não foi por acaso. “O perfil de Guédon era de um construtor de ideias, daí eu pensei que nada melhor para representá-lo, porque a ponte é algo que une”, explica Carlos Eduardo ao lembrar da forma como Guédon atuava. Seguindo os princípios de gestão participativa que aprendeu com o mestre, apresentou a proposta primeiro ao COMCIDADE (Conselho Municipal da Cidade de Petrópolis), do qual faz parte representando a associação de proteção animal GAPA-Petrópolis. Apesar de aprovada por unanimidade, não pode prosseguir neste conselho porque a ponte liga uma rodovia federal. Mas, não desistiu. Entrou em contato com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),onde ficou sabendo que a nomeação dependia de uma lei federal. Sendo assim, procurou um representante da Câmara Federal e conseguiu com que o deputado Hugo Leal, apresentasse o PL 5166/2026, que teve como justificativa da proposta o legado político e social deixado por Philippe Guédon.

Sílvia Guédon, presidente de honra do IPG, lembra que Guédon foi pioneiro no desenvolvimento de Itaipava. Além de criar a primeira associação de moradores daquela região “tinha uma visão empreendedora, acreditava que o desenvolvimento de Petrópolis passaria por Itaipava, isso numa época em que não havia praticamente nada ali”. E lembra que “depois ele se apaixonou pela vida pública, foi vereador, assumiu vários cargos, mas sempre pensando no próximo, na gestão participativa e no planejamento, para termos uma cidade melhor para as pessoas morarem”. Por isso, ressalta que “ter uma ponte com o nome dele é muito justo e faz muito sentido, porque era uma pessoa que unia, no debate, no olho no olho”.

Philippe Chaves Guédon, cientista político e um dos netos de Guédon, destaca que essa homenagem é uma forma de dizer: “Philippe, reconhecemos o que fez” e salienta que essa nomeação “será uma forma de iluminar esse legado, que segue vivo em muitos dos que tiveram o privilégio de conviver com ele, porque meu avô dedicou a vida a construir pontes. Coletivas, participativas e transformadoras” por isso ressalta que esta homenagem significativa também “é um caminho que desejamos sempre que seja uma forma de conectar pessoas, ideias e projetos como ele foi uma ponte por toda a vida: ligou pessoas, projetos e, principalmente, o cidadão à sua própria cidade”.

Para ser aprovado, o PL ainda precisa passar por algumas etapas, como, por exemplo, análise do texto pelas comissões temáticas; avaliação de constitucionalidade, legalidade e técnica legislativa do texto. Depois de aprovado na Câmara, segue para análise no Senado.

Mais informações sobre a trajetória de Philippe Guédon podem ser acessadas no site http://www.ipgpar.org.br