IMPORTÂNCIA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O ESPORTE EM PETRÓPOLIS

Quando pensamos em políticas públicas quase sempre nos lembramos de ações relacionadas à saúde, à educação e à economia. Raramente o esporte é citado de imediato. Mas ter uma política pública voltada para este setor também é importante para a sociedade.

Para entender melhor como devem ser essas políticas e como elas beneficiam a população, o IPG conversou com o Profissional de Educação Física Renato Farjalla, que possui mais de trinta anos de experiência nesta área. Formado pela UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), em 1989. Renato é Mestre em Inovação Institucional em Educação Física Esportes e Lazer, pela Universidade Gama Filho, e Doutor em Ciências do Desporto pela Universidade Trás os Montes e Alto Douro, Portugal. Renato também já atuou como pesquisar responsável pelo Laboratório de Atividades Físicas, Esportes e Lazer na Unesa, entre 2005 e 2018, e atua nos Conselhos Municipais do Idoso e do Esporte.

Sempre envolvido em estudos e projetos sobre políticas públicas para o Esporte em Petrópolis, Renato é autor de estudos sobre perfil de usuários, impacto de programas públicos e privados na saúde, educação, turismo, mobilidade da cidade de Petrópolis.

De acordo com Renato, uma prova da importância de implementar políticas para o esporte é que “cada unidade de real investida em política pública de esporte e lazer, chega-se a economizar mais de quatro reais na área de saúde”.  

Quer saber mais?

Confira a entrevista.

IPG: Qual a importância das políticas públicas para o esporte no cotidiano da população?

RF: As Políticas Públicas são um modo de atuação e gestão da administração, que o governo imprime durante ciclos de governança, seu ciclo político. Existem as políticas públicas de governo e as de Estado, dentro da área do esporte. O cotidiano da população é tremendamente interferido, sofre interferências dessas políticas que são voltadas ao atendimento das necessidades da população. As políticas públicas são o Estado em Ação, o Município em Ação”.

IPG – Quais os reais benefícios para a saúde?

RF: Se sabe muito que o exercício é a medicina preventiva mais eficiente e barata que se tem conhecimento científico a respeito disso. Então, os benefícios à saúde são inúmeros porque as doenças crônicas não transmissíveis, por exemplo, como a obesidade, vêm do sedentarismo e do acúmulo de energia, ou seja, de comida. Todas as doenças cardiorrespiratórias, hipertensivas, tudo isso vem em função do sedentarismo, da pouca prática de atividade física sistemática ou ainda da falta de incentivos aos exercícios e às noções de autocuidado. A educação da população de uma cidade pouca amiga do exercício físico, pouca amiga da mobilidade ativa, das práticas regulares ou ainda a baixa qualificação da educação física nas escolas, cria um ciclo de sedentarismo e de aversão ao exercício até das próprias famílias que não incentivam seus filhos a participarem de exercícios ou a participar das aulas regulares, torna-se um círculo vicioso.

IPG – Na prática, como devem ser aplicadas essas políticas no Município? Já existem?

RF: No município essas políticas existem de uns tempos para cá. Está se profissionalizando, se qualificando. São políticas que vem desde quando a Secretaria (de Esportes) não existia. Vem de uma transição de uma coordenadoria para secretaria. Elas já existem e são voltadas, por exemplo, no atendimento das necessidades das populações, das reinvindicações das populações. Por exemplo, a rua de lazer na Barão do Rio Branco é uma reinvindicação da população. Projetos esportivos que atendem crianças no contraturno escolar também é uma reinvindicação antiga da população. Esses projetos existem, são feitos por exemplo, no CEI do Caxambu, num ginásio que tem verba federal, que serve exatamente para isso, aulas de educação física para as escolas do entorno e preencher o tempo livre da população.

IPG – O estilo de vida da maioria da população não colabora para que consiga praticar uma atividade esportiva. Então, você tem alguma sugestão de como motivar ou facilitar essa prática?

RF:Se tem uma cidade que não é amiga, que é potencialmente adversária das pessoas para que elas tenham uma boa mobilidade fisicamente ativa, ou seja, andem com segurança, possam usar bicicletas, isso dificulta a prática. Petrópolis está atrasada uns 50 anos na mobilidade, em relação a isso, gravemente. Na cidade prevalece o carro. Tem um carro para cada dois habitantes. Então, essa questão do estilo de vida ativo que chame as pessoas para uma atividade física, um exercício físico, que é algo mais intenso, em um lugar acessível isso tem que ser discutido, porque isso impõe um enorme custo ao erário público no tratamento das doenças. Então, o tratamento das doenças crônicas não transmissíveis como obesidade, hipertensão, diabetes, seriam minimizadas se houvesse uma cidade com estilo de vida mais ativo, que congratulasse a quem corre, quem anda, quem pedala, nada, a quem usa o ginásio público como uma forma de exercitar e manter sua saúde com consciência e educação, que tem haver com alimentação, com hábitos saudáveis.

IPG – Na sua prática, poderia dar algum exemplo de indivíduos (crianças e adultos) que passaram por alguma transformação ou benefício após aderirem ao esporte?

RF – Existem centenas de exemplos de populações que se tornaram mais ativas fisicamente. Temos exemplos de cidades, e até de Petrópolis mesmo, no início dos anos 2000 quando passou por um programa de iniciação desportiva promovido pela Prefeitura. Teve um aumento de aderência às práticas esportivas e às aulas esportivas. São exemplos de que as pessoas crescem e se desenvolvem através de políticas públicas regulares de baixo custo e de grande impacto na população. Então, são formas de fazer com que as pessoas tenham melhoria de qualidade de vida a partir do oferecimento que lhes é proposto. E um outro aspecto interessante é a própria rua de lazer que acontece aos domingos e feriados. Essa rua provocou o hábito de caminhar e muitas pessoas aferidas pelos seus médicos e em programas de pesquisas, tiveram redução da pressão arterial e o surgimento de um gosto esportivo, um gosto pela prática, que trouxe mais saúde.

IPG – Gostaria de citar mais algum ponto importante sobre essa política pública em Petrópolis?

RF: As Políticas Públicas de esporte e lazer na cidade estão amadurecendo, porque elas deram às mãos à Educação, que é a origem do esporte e lazer; à cultura, que é uma questão da compreensão de que o movimento é uma razão cultural, o esporte faz parte de uma cultura, e ao turismo, congratulando, por exemplo, os eventos esportivos que mexem um erário considerável de dinheiro, com as pessoas que vêm aqui e que fazem exercício e esporte, que gastam dinheiro, que fazem com que o ciclo do capitalismo que envolve o esporte, de lazer ou de desempenho, seja acrescido de um montante considerável. É muito importante que as políticas públicas sejam colocadas em Petrópolis com um caminho de cuidado com a população. É muito importante nós percebermos que Petrópolis depois da pandemia e de duas tragédias socioambientais seguidas, que ela precisa de cuidados, precisa cuidar da população e uma das ferramentas que cuida da população e combate o estresse e todas as mazelas, do sedentarismo, da depressão, em várias faixas etárias, desde crianças aos adultos, chama-se atividade física ou ESPORTE.

Renato Farjalla em algumas de suas práticas esportivas

Entrevista – Teresinha Almeida

MESA-REDONDA DO IPG REÚNE REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL PARA DEBATER O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO EM PETRÓPOLIS

Compreender a situação da economia em Petrópolis e refletir sobre possíveis soluções para que a cidade se desenvolva de forma integrada ao meio ambiente foram alguns dos assuntos que surgiram durante a Mesa-Redonda “Desenvolvimento Econômico em Petrópolis – Desafios, Perspectivas e Soluções”, realizada nesta terça-feira (14/03), no auditório do Sicomércio.

O evento contou com mais de cinquenta participantes de diversos segmentos da sociedade, como empresários, professores, servidores públicos, membros de Organizações da Sociedade Civil, CUFA Petrópolis, BioMob e Firjan. Também estiverem presentes a Vereadora Gilda Beatriz e o assessor parlamentar Rafael Esteves, representando o mandato do Deputado Yuri Moura.

A preocupação com o crescimento econômico sustentável, diante do novo cenário imposto pela pandemia e pelos recentes eventos climáticos em Petrópolis, motivou a retomada do ciclo de mesas-redondas, como o que foi realizado em 2018, quando foram discutidas as vocações econômicas do Município.

Da esquerda para a direita: os facilitadores Cleveland Jones, George Paiva, Marcelo Soares e Silvia Guédon

Silvia Guédon, Presidente de Honra do IPG, fez uma introdução com o histórico de Philippe Guédon e a trajetória do IPG. Em seguida, Cleveland Jones, Presidente do IPG, apresentou algumas das ações do IPG que levaram à construção do PEP20 – Planejamento Estratégico para Petrópolis, e à realização da atual mesa redonda. George Paiva, Diretor de Estratégias do IPG, fez um apelo à participação da sociedade nas ações do Instituto, para tornar os anseios da sociedade, expressos neste exemplo de gestão participativa, em resultados concretos junto à administração pública.

Para facilitar a participação, alguns temas considerados desafios foram apresentados pelo IPG, como por exemplo: integrar economia, sustentabilidade e preservação ambiental; infraestrutura deficiente e defasada de internet, telefonia e logística; transporte público precário e carência de oportunidades de emprego e geração de renda. Também algumas perspectivas foram destacadas, como turismo, associativismo e tecnologia, setores importantes para alavancar o desenvolvimento econômico da cidade. 

Diante da importância de conhecer as ações e prioridades para o desenvolvimento econômico do município, do ponto de vista da administração pública, o IPG convidou Marcelo Soares, Secretário de Desenvolvimento Econômico, para apresentar o trabalho e objetivos de sua pasta. Marcelo Soares mencionou alguns pontos positivos da atual conjuntura do município, como a tendência favorável do crescimento de empregos formais e da arrecadação do município. Também frisou alguns pontos fortes da atratividade para negócios no município, como a disponibilidade de recursos humanos qualificados, a presença de diversas instituições de ensino superior e profissionalizante, a relativa segurança do município, a tradição e diversificação da economia local, e os próprios esforços da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para atrair novos negócios.

Após a apresentação do Secretário, diversos questionamentos foram levantados, em relação ao que a administração pública ainda pode fazer para melhorar o ambiente de negócios em Petrópolis. Houve ampla participação dos que estavam presentes, em relatar gargalos e desafios para o desenvolvimento econômico do município, assim como indicações para possíveis sugestões.

Também foi destacada a importância para o município e seu desenvolvimento econômico, do planejamento estratégico de longo prazo em todas as ações e esferas, como preconizado pelos esforços do IPG em promover a criação de um Instituto de Planejamento Estratégico permanente em Petrópolis, um dos objetivos estatutários do IPG, como o que já existe em várias cidades do país.

Outras questões importantes para que se pensem as soluções foram apontadas, entre elas: o trabalho híbrido que se firmou durante  a pandemia e que continuará sendo uma realidade; a infraestrutura precária do transporte público e dos serviços das concessionárias, que impacta todo o setor empresarial, incluindo quem trabalha em casa; a necessidade de minimizar e prever melhor os problemas ambientais agravados pelas mudanças climáticas, ou seja a necessidade de conclusão das obras para evitar enchentes e de efetuar ações para a previsibilidade desses eventos. Algumas soluções de curto prazo também foram citadas, como implementar a tecnologia de rede compactada na fiação elétrica em áreas arborizadas, para evitar podas desnecessárias, e a importância de facilitar o acesso dos empresários a seguros que cubram prejuízos causados por eventos climáticos, como os que aconteceram no ano passado.

Cleveland Jones disse que o IPG “formará subsequentes mesas redondas com temas mais específicos, conforme as discussões que surgiram neste evento, e que todas as contribuições serão feitas de forma propositiva, sem acusações gratuitas”. George Paiva frisou que somente de forma colaborativa o trabalho do IPG e de seus colaboradores será eficaz e terá mais chances de ser implementado com sucesso.

Durante o evento, o IPG também colocou à venda exemplares do último livro (póstumo) de Philippe Guédon – “Um Olhar Cidadão Sobre a Democracia Brasileira,” e disponibilizou sua chave de Pix para receber o apoio financeiro essencial para continuar desenvolvendo ações em prol de um ambiente de mais oportunidades para o desenvolvimento de Petrópolis, e de mais qualidade de vida para todos.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO É TEMA DE MESA-REDONDA DO IPG

“Desenvolvimento Econômico – Desafios, Perspectivas e Soluções”. Este é o tema da Mesa-Redonda que o IPG – Instituto Philippe Guédon – promove no próximo dia 14 de março, no Auditório do Sicomércio (Rua Irmãos D’Ângelo, 48) às 18h30.

A preocupação com o crescimento econômico, de forma sustentável e o novo cenário imposto pela pandemia e pelos eventos climáticos em Petrópolis, motivou a equipe do IPG a retomar o ciclo de mesas-redondas, que ocorreu pela primeira vez em 2018, quando foram discutidas as vocações econômicas do Município.

O objetivo do evento é abrir o diálogo sobre o tema, para a participação da sociedade, e permitir que os presentes possam se pronunciar com comentários e sugestões. Essa participação será estimulada por quatro facilitadores: Cleveland Jones, economista e Doutor em Geologia; Silvia Guédon, administradora e cerimonialista, George Paiva, empresário e Marcelo Soares, engenheiro.

A mesa-redondaestará aberta à participação de empresários, profissionais, trabalhadores, acadêmicos, estudantes, autoridades e outros interessados em discutir os desafios, perspectivas e soluções para o desenvolvimento econômico de Petrópolis.

Durante o evento, serão apresentados os principais temas relativos ao desenvolvimento econômico, que estão sendo tratados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município. De acordo com Cleveland Jones, Presidente do IPG “como o desenvolvimento econômico é um tema abrangente e transversal, o IPG espera que dessa primeira mesa-redonda surjam outras, focadas em alguns dos seus principais subtemas, como tecnologia, turismo, cervejarias e

outros” e destaca que “as contribuições recebidas durante este ciclo de mesas-redondas vão colaborar para identificar desafios, aproveitar as oportunidades, apontar caminhos mais promissores, para assim implementar as medidas indicadas”.

O ciclo de mesas-redondas de 2023 se junta a outras iniciativas do IPG em andamento, como a coordenação da retomada dos grupos de trabalho focados em alguns dos subtemas do PEP20 – Plano Estratégico para Petrópolis, que tem por objetivo construir um ambiente de mais oportunidades para o desenvolvimento e mais qualidade de vida para os petropolitanos.

Os interessados em participar do evento, que tem entrada franca, devem fazer a inscrição através do e-mail ipgpar@gmail.com. Estudantes podem solicitar certificado de participação de carga horária de duas horas, para crédito acadêmico.

GRUPOS DE TRABALHO DO IPG SE REÚNEM PARA ATUALIZAÇÃO DO PEP 20

Dois grupos de trabalho do IPG (Instituto Philippe Guédon) já iniciaram este ano as atividades para fazer a revisão do PEP 20 (Planejamento Estratégico para Petrópolis nos próximos 20 anos). O primeiro PEP 20 foi entregue aos candidatos a Prefeito, em 2020, e como todo planejamento estratégico não é estático, precisa estar sempre atualizado, o que ficou mais urgente após às mudanças provocadas pela pandemia e pelas tragédias socioambientais ocorridas em Petrópolis. 

O GT 04, de Desenvolvimento Econômico, coordenado por Cleveland Jones, Presidente do IPG, se reuniu, online, no dia 18, e o GT 05, de Meio Ambiente, administrado pelo advogado Ramiro Farjalla, se encontrou na Casa dos Conselhos, dia 28.

O GT 04 definiu alguns pontos que devem ser atualizados no diagnóstico, entre eles, propor iniciativas para retenção de renda no próprio município, a curto prazo; estimular as vocações econômicas de Petrópolis, como turismo; tecnologia; saúde hospitalar; educação Superior; comércio, moda e indústrias, e também atrair novos investimentos a longo prazo.

Já o grupo de meio ambiente fez uma releitura das propostas feitas em 2020 e os membros irão se dedicar primeiro às propostas relacionadas ao manejo dos Resíduos Sólidos em Petrópolis, ações para prevenção de riscos e formas de comunicação ambiental para a sociedade civil.

Os GTs concordam que o PEP 20 deve ser amplamente divulgado e entregue, não só para o Poder Público, mas também para todas as Instituições que representem movimentos da sociedade civil.

Saiba como foi a roda de conversa do ipg na livraria nobel

Conversar sobre assuntos fundamentais para a coletividade podem ser discutidos de forma leve e descontraída. Assim foi a roda de conversa que o IPG (Instituto Philippe Guédon) promoveu na Livraria Nobel neste sábado (21/01). O tema, “Democracia e Cidadania”, foi inspirado no livro póstumo de Philippe Guédon “Um olhar cidadão para a Democracia Brasileira”. Na roda, os participantes puderam não só trocar ideias, mas também conhecer um pouco mais sobre quem foi Philippe Guédon.

A Presidente de Honra, Silvia Guédon, contou várias histórias sobre a atuação de Guédon em Petrópolis, como seu empenho na formação de associações de moradores, cooperativas de reciclagem e a fundação de um partido que depois ele mesmo teve coragem de sair porque o partido havia perdido compromisso com o bem comum.  Silvia lembrou que foi ele quem formou a Frente-Pró Petrópolis após a tragédia do Vale do Cuiabá e que esta Frente que deu origem ao IPG.

O livro acabou inspirando outros assuntos como gestão participativa, formação dos partidos políticos, contestação do sistema, críticas a falta de ação do Poder Público, volta do orçamento participativo, mobilização social, e claro, o Planejamento Estratégico para Petrópolis (PEP 20), elaborado pelo IPG, também foi mencionado.

Quem já havia lido o livro também deixou sua opinião. Ramiro Farjalla, por exemplo, disse que na obra de Guédon “Há um olhar crítico para a situação atual e que ele faz um resgate do conceito de Democracia, do poder do povo para o povo”. 

A Diretoria do IPG considerou o encontro um sucesso e acredita que são eventos assim que fazem com que o cidadão reflita sobre sua participação na sociedade.

Os interessados em conhecer melhor esta obra, já podem adquirir o livro na Livraria Nobel, que fica na Rua 16 de março, 399.

POLÍTICAS PÚBLICAS: INSTITUTO PHILIPPE GUÉDON INICIA PROJETO EM JANEIRO

Ecossistemas de inovações sociais. Este é o tema do projeto que o IPG (Instituto Philippe Guédon) submeteu ao edital da FAPERJ e que faz parte do programa pesquisador na empresa. O projeto foi aprovado e agora está na fase de contratação do pesquisador bolsista. Coordenado pelo petropolitano Gustavo Costa, Doutor em Políticas Públicas, tem como principal objetivo mapear o ecossistema de inovações sociais de Petrópolis, começa em janeiro e vai durar um ano.

Para entender melhor sobre o assunto vamos relembrar o que é ecossistema. O termo é o nome dado a um conjunto de comunidades que vivem em um determinado local e interagem entre si e com o meio ambiente, constituindo um sistema estável, equilibrado e autossuficiente*. Este conceito veio lá da biologia, mas também é usado em sociologia. De acordo com Gustavo, “o conceito de inovação social é bastante elástico, vem da sociologia crítica francesa e consiste em compreender como os diferentes atores sociais (associações, cooperativas, coletivos, movimentos sociais, grupos políticos locais etc.) interagem para produzir soluções inovadoras para problemas públicos e como essas soluções podem virar políticas públicas”. Já os ecossistemas de inovação são ambientes que promovem articulações para o desenvolvimento social e econômico. Gustavo cita como exemplo o Programa Cisternas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), tecnologia social desenvolvida pelas famílias do semiárido brasileiro para armazenar água durante os períodos de seca e que se tornou uma política pública do Governo Federal instituída pela Lei Nº 12.873/2013. *www.oeco.org.br

A metodologia empregada para identificar os problemas públicos e as inovações sociais é diferente das formas convencionais de se fazer políticas públicas. Tradicionalmente, as políticas públicas foram entendidas como um modo de solucionar problemas “de cima para baixo”, isto é, “de um planejamento que parte das altas cúpulas do governo para a sociedade, esta, compreendida como polo passivo de uma intervenção previamente planejada. Segundo Gustavo, em geral, partem de alguma solução pré-concebida para um determinado problema. Com frequência, esta forma “top-down” de planejar não leva em conta a realidade local, as questões sócio-históricas que caracterizam os territórios, e muito dificilmente consideram as interpretações dos atores sociais situados no terreno e que lidam diretamente com os problemas públicos. Estes muitas vezes têm soluções mais simples, mais baratas e mais facilmente implementadas.

Abordagens mais recentes, de vertente crítica e abordagem pós-positivista, invertem esta relação, levam em conta os saberes locais e procuram compreender como os diversos atores em interação lidam com os problemas públicos e produzem soluções. É, portanto, uma forma de planejar as políticas públicas de baixo para cima, isto é, que parte da sociedade para o Estado.

Gustavo destaca que o conhecimento técnico dos especialistas não mais é suficiente para dar conta da complexidade dos problemas públicos atuais. “Os problemas públicos complexos da atualidade não podem mais ser resolvidos por soluções essencialmente técnicas. É necessário uma abordagem tecnopolítica para enfrentar os problemas públicos que enfrentamos hoje, como a questão do clima, por exemplo”. Na abordagem das inovações sociais, “a diversidade de interpretações e o conflito de ideias em relação aos problemas públicos são entendidos como algo natural e são encarados como positivos para o processo das políticas públicas. A inovação social advém das interações nas arenas públicas, considera as diferenças e valoriza os diversos conhecimentos dos atores engajados no enfrentamento e na produção de soluções para os problemas públicos”.

O envolvimento do IPG no projeto não foi por acaso. Gustavo acredita que este projeto pode dar uma contribuição para estimular a participação social na gestão pública. O PEP 20, Planejamento Estratégico para Petrópolis elaborado pelo IPG com representantes da sociedade civil também pode se beneficiar dos resultados do projeto. “O Instituto tem como foco a gestão participativa e esse mapeamento permitirá conhecer a rede de atores e apoiadores das inovações sociais em Petrópolis. Conhecer este ecossistema permitirá que os agentes públicos promovam ações no sentido de dinamizar não só a inovação social, mas também estimulem a participação social no processo das políticas públicas”, enfatiza. Além disso, “Petrópolis já possui um Polo Tecnológico orientado para o desenvolvimento de inovações empresariais e a promoção do desenvolvimento econômico, estimulando a geração de soluções inovadoras para os mercados. Este projeto pode contribuir também com o Serratec, ao abordar de forma mais ampliada a inovação, agregando as dimensões sociais e culturais do desenvolvimento, potencializando também as inovações sociais e soluções para problemas públicos com a participação de atores da sociedade”, acrescenta.

Para o Presidente do IPG, Cleveland Jones, participar de um projeto como esse “é de suma importância para Petrópolis e é também uma forma de dar continuidade ao trabalho de Philippe Guédon, pois a iniciativa realmente facilita a participação da sociedade, estimula a gestão participativa, como sempre sonhou Guédon”.

Conheça o Coordenador do Projeto – Gustavo Costa

Petropolitano, Doutor em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (IE/UFRJ), Diretor da Associação Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão do Campo de Públicas (ANEPECP), membro da International Public Policy Association (IPPA), Professor e Pesquisador do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ) no Programa de Graduação em Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social (GPDES/IPPUR) e na Especialização em Gestão Pública (PPGPUR/IPPUR). http://lattes.cnpq.br/0152465744578116 https://ippur.ufrj.br https://anepecp.org.br

ENERGIA SOLAR: FONTE ALTERNATIVA AO ALCANCE DE TODOS

Quando pensamos em fontes alternativas de gerar energia limpa logo vem à mente a energia solar. Essa energia renovável e, portanto, sustentável, tem atraído o interesse de empresas e também de cidadãos que querem colaborar com o meio ambiente, mas também reduzir custos.

Para entender melhor sobre esta questão, o IPG entrevistou dois especialistas que fazem parte do GT de meio ambiente do IPG: Massami Saito e Guilherme Mergener.

Confira!!!

O interesse em estudar as fontes de energia alternativas acabou fazendo com que o engenheiro mecânico Guilherme Menerger se encantasse pela tecnologia envolvida na implementação de energia solar e assim desde 2017 está no mercado instalando painéis em todo o Brasil com a sua empresa Engesol. Já a gestora ambiental Massami Saito sempre esteve ligada à preservação do meio ambiente, atua na área desde 2012 e atualmente é coordenadora de gente e gestão da ONG Revolusolar.

A imediata economia financeira é uma das vantagens da energia solar. Segundo Guilherme é uma questão de custo/benefício.  “Particularmente eu considero um excelente investimento.  É um sistema que se paga em menos de quatro anos e irá gerar uma economia de 90% do valor de consumo por no mínimo 25 anos.  Dependendo do consumo, com a economia você pode trocar de carro ou comprar imóveis”. O engenheiro também destaca que o custo está totalmente atrelado ao consumo, “nas instalações com consumo médio de 500KWh/mês, é de aproximadamente 40 vezes o valor da conta, por isso dizemos que o retorno é de menos de quatro anos de consumo.  Nas instalações menores, o tempo de retorno é um pouco maior, pois a economia deve descontar a tarifa mínima da concessionária, que num sistema trifásico está em R$ 120,00.  Imagine gastar R$ 18.000,00 num equipamento e mão de obra e economizar apenas R$ 150 ou 200,00/mês, você vai precisar de 100 meses para recuperar o investimento”. Guilherme recomenda que neste caso “os consumidores estudem uma melhor forma de economizar ou realizar a obra por uma consciência ambiental, sem se importar com o investimento”.

Como a implementação da energia solar requer um bom investimento parece um sonho distante para comunidades de baixa renda. Mas, este cenário está mudando. A ONG Revolusolar, onde Massami atua, sediada no Morro da Babilônia (Leme/RJ), trabalha com projetos  que levam energia solar à essas comunidades através de um modelo de cooperativa solar. A Ong, que surgiu há sete anos, está aprimorando a metodologia de trabalho, chamada de “Ciclo Solar” para que seja replicável. “Como implantamos usinas de energia solar, creio ser possível replicar a experiência em Petrópolis, mesmo que, aparentemente, tenhamos uma incidência solar menor do que no Rio de Janeiro”, explica Massami. Em relação aos custos destes projetos e ela não pode adiantar “pois cada projeto tem características e dimensões próprias e que precisam de patrocinadores”, mas afirma “que sempre será mais vantajoso e educativo o uso de energia solar, como medida de redução de custo, bem como de transição energética e se o poder público tiver interesse e disponibilidade de recursos, pode ser patrocinador do projeto”, destaca.

O Marco Legal da Geração Distribuída, que foi sancionado em janeiro deste ano, determinou que consumidores produtores de energia solar passem a pagar pela Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD).Quem fizer a instalação de energia solar até 6 de janeiro de 2023 será isento de encargos pelos próximos 23 anos. Quem fizer depois desta data, já perderá esta isenção. Será que isso poderá desestimular os consumidores?

Guilherme acredita que “a revogação da isenção da tarifa de uso do cabeamento da concessionária, é justa e não irá interferir de forma significativa os consumidores médios ou grandes, mas pode inviabilizar as instalações de baixo consumo”. Para Massami “A taxação do Sol”, como tem sido chamada, irá aumentar os custos totais e aumentar o prazo do payback (retorno do investimento), além de “afugentar” outros possíveis interessados, sobretudo os mais pobres”.

Esta questão ainda não está definida. Ainda tramita na Câmara Federal o projeto de lei 2703/2022 que tem por objetivo de acrescentar doze meses ao prazo em que pode ser protocolada solicitação de acesso na distribuidora sem que sejam aplicadas novas regras tarifárias menos vantajosas às unidades.

Como incentivar o uso da energia solar?

“Creio que uma maior informação sobre o sistema, principalmente para arquitetos, engenheiros e formadores de opinião.  Vejo muito preconceito e falta de informação para esses profissionais, que são nossos principais clientes”. Guilherme Menerger.

“Projetos de usinas/cooperativas solares podem ser bem interessantes, pois dividem os custos com coletivos de moradores, assim a conta fica mais leve para o consumidor. Pensar soluções como essas é um bom caminho. Condomínios podem propor soluções nessa linha. Comprar as placas de forma coletiva é bem mais interessante do que individualmente” (Massami Saito)

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE ENERGIA SOLAR?

O sistema de energia solar pode ser instalado em qualquer local ensolarado. De acordo com Guilherme, “existe a opção de sistemas híbridos, onde você pode armazenar energia em baterias, para os casos de quedas da energia pública”. Mas, áreas com sombreamento ou construções sem área disponível não são apropriadas.

A geração é feita pela reação da luz incidindo nos átomos de silício, essa reação gera excitação dos elétrons, que são instáveis e começam a migrar de átomos e geram a energia.  Os módulos atuais têm uma maior capacidade de rendimento, com isso a quantidade de luz necessária pode ser um pouco menor, para gerar a mesma quantidade de watts.  Na questão das chuvas o engenheiro explica que “existe um mapeamento da média de horas de sol por dia/mês, em quase todo o território nacional, dependendo do número de horas de sol, podemos calcular a quantidade de módulos solares para a geração de energia necessária para compensar o consumo da residência, comércio, indústria ou propriedade rural”. Portanto, Petrópolis pode ter energia solar, sim.

Sistema residencial com bateria de backup de lítio.
Essa pequena bateria mantém uma resistência de 4
quartos, com iluminação dos cômodos, geladeira,
sistemas de segurança e internet, por até 12h.
Equipe de Guilherme instalando um painel

(Fotos e informações de Guilherme Menerger)

Entrevista e edição: Teresinha Almeida

IPG PUBLICA CHAMADA PARA BOLSISTA

Chamada para Seleção de Bolsista com grau de Mestre (ME1)

Projeto: Ecossistema de Inovações Sociais de Petrópolis-RJ

Seleção de Bolsista (ME1) Edital Faperj 07/2022 – Programa Pesquisador na Empresa para atuar no projeto de pesquisa “Ecossistema de Inovações Sociais de Petrópolis-RJ” desenvolvido pelo IPG. Coordenação: Prof. Gustavo Costa de Souza – IPPUR/UFRJ.

Requisitos: 

  • Ter obtido o grau de mestre em programa de pós-graduação stricto sensu reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes) em áreas das ciências humanas, sociais ou sociais aplicadas;
  • Ter disponibilidade para realizar a pesquisa no município de Petrópolis-RJ;
  • Ter disponibilidade para se dedicar às atividades previstas compatível com os objetivos e metas apresentados no projeto anexo (neste link);
  • Estar ciente e apta(o) às demais condições previstas no Edital Faperj 07/2022 – Programa Pesquisador na Empresa (https://www.faperj.br/?id=28.5.7)

Atividades a serem desenvolvidas:

  • Reuniões semanais de trabalho com equipe e coordenação para debates sobre textos de formação teórica, procedimentos metodológicos e sobre as atividades de levantamento, registro e análise de experiências selecionadas;
  • Levantamento de dados secundários sobre a trajetória do ecossistema de inovações sociais da cidade;
  • Identificação e caracterização dos atores chave promotores ou apoiadores de inovações sociais na cidade;
  • Visitas a campo para observações e levantamentos;
  • Realização de consultas institucionais e entrevistas em profundidade sobre experiências selecionadas;
  • Planejamento, preparação, operacionalização e relatoria de oficinas de mobilização;
  • Elaboração de relatórios mensais de atividades sob supervisão da coordenação;

Cronograma:

Envio da documentaçãoaté 14/12
Entrevistas19 a 22/12
Divulgação do resultado23/12
Início das atividades02/01/2023

Interessadas(os) enviar Currículo Lattes, histórico escolar e demais informações com breve texto (1 página) no corpo do e-mail comentando sobre seu conhecimento e habilidades para realizar a pesquisa (tomar como referência o trabalho de Andion et al., 2020).[1]

eispetropolis@gmail.com (colocar no assunto “Seleção EIS Petro”)


[1]  Andion, Carolina, Alperstedt, Graziela D. e Graeff, Júlia F. Ecossistema de inovação social, sustentabilidade e experimentação democrática: um estudo em Florianópolis. Revista de Administração Pública [online]. 2020, v. 54, n. 1, pp. 181-200. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-761220180418. Epub 09 Mar 2020. ISSN 1982-3134.

LANÇAMENTO DO LIVRO PÓSTUMO DE GUÉDON REÚNE REPRESENTANTES DE TODA A SOCIEDADE PETROPOLITANA

O lançamento do livro póstumo de Philippe Guédon, “Um olhar cidadão sobre a Democracia Brasileira”, tornou-se um grande encontro de familiares, amigos e simpatizantes do Mestre. Realizado no último dia 10, deixou o auditório da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) lotado.

O lançamento foi uma oportunidade para aqueles que conviveram com ele relembrar bons momentos e fatos importantes da história petropolitana, protagonizados por Guédon. 

Editada por Cleveland Jones, presidente do IPG (Instituto Philippe Guédon), a obra contém um tema bastante atual e Guédon, que se definia como municipalista, neste trabalho, se impôs, como desafio, a analisar criticamente o panorama político-partidário brasileiro.

 No evento também foi exibido um vídeo com depoimentos que destacaram sua atuação em diversos setores da sociedade petropolitana. Após a exibição do vídeo, os participantes puderam conversar sobre suas experiências com o Mestre. O Presidente da CDL, Cláudio Mohammed lembrou que Guédon também foi Presidente da CDL em 1988 e parabenizou o IPG por dar continuidade ao trabalho dele através do Instituto e do PEP 20 (Planejamento Estratégico para Petrópolis)..

Cleveland Jones citou várias iniciativas de Guédon, como a Frente Pró-Petrópolis, fundada em 2011, após a tragédia do Vale do Cuiabá, e que sob sua coordenação, serviu de exemplo de participação cidadã ao mobilizar diferentes setores como a Mitra Diocesana, o Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, a Federação das Associações de Moradores de Petrópolis, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o Conselho de Ministros Evangélicos do Município de Petrópolis, e tantas outras entidades e indivíduos.

Já o professor de Direito Constitucional, Álvaro Jorge que acompanhou Guédon no desenvolvimento deste livro, salientou que ele era um cidadão aguerrido com muitas dimensões “ao mesmo tempo que era o pai amoroso, o criador de um partido político, planejava ações participativas, como conversas com produtores rurais para fazer com que a comida chegasse à mesa sem atravessadores e, mesmo com dificuldades para andar, subiu escadas para dar o exemplo do voto”. Álvaro também destaca que mesmo sempre pensando no município era “um cidadão global, pois já tratava das questões ambientais, quando ainda não se falava muito sobre isso”.

Carlos Eduardo Pereira, Presidente do Gapa, recordou como Guédon ficava feliz com as reuniões na Casa dos Conselhos e entusiasmado com a ideia de criar o Instituto Koeler de Planejamento, e acredita que o trabalho de Guédon deve ter continuidade.

A continuidade do trabalho tem seguido com os membros do IPG. Renato Araújo, participa do Instituto, desde a sua fundação, conheceu Guédon através de artigos na Tribuna de Petrópolis que o estimularam a sair do comodismo e assim entrou para a Frente pró-Petrópolis. Renato foi também um dos que acompanhou de perto o processo criativo de Guédon “ele era um escritor compulsivo e sem perceber já tinha um livro pronto. E o tema deste livro póstumo, a Constituição, é algo muito atual.”

Novos integrantes dos Grupos de Trabalho do IPG, também estiverem presentes, como Massami Saito, gestora ambiental, que ficou sensibilizada com “a admiração que todos demonstraram por Guédon”.

O Vice-Prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi e o vereador Mauro Peralta, que conheciam bem o trabalho de Guédon, também estiveram presentes ao lançamento.

Após as conversas, Silvia, filha de Guédon, e Presidente de honra do IPG, autografou os livros.

Em breve o IPG divulgará os pontos de venda.

Mais informações sobre o IPG estão no site http://www.ipgpar.org.br

Texto: Teresinha Almeida – Gestora de Comunicação – IPG

IPG PARTICIPA DE REUNIÃO DO IBGE NA CASA DOS CONSELHOS

O Presidente do IPG (Instituto Philippe Guédon), Cleveland M.Jones, participou na última sexta-feira (04/11), de uma reunião promovida pelo IBGE, na Casa dos Conselhos Municipais Augusto Ângelo Zanatta.

O evento, que contou também com participação de outras Instituições, teve como objetivo apresentar à sociedade, conforme previsto em lei, os resultados parciais do censo deste ano, assim como fazer uma prestação de contas dos trabalhos realizados.

O Coordenador de área do IBGE em Petrópolis, Sebastião Carvalho, explicou as dificuldades e os diversos desafios que o IBGE enfrentou para realizar o censo de 2020. Como, por exemplo, a redução do orçamento para realizar o censo que, de R$3,1 foi reduzido para R$1,6 Bi. A pouca adesão dos aprovados e convocados para a função de agentes censitários (em Petrópolis eram previstos 280, mas só 120 estão trabalhando), assim como a relutância de muitos moradores em atender aos agentes prejudicaram o andamento do censo. Até agora a população recenseada foi de 176 mil e a estimativa atual do município é de 309,4 mil habitantes.

Cleveland Jones, Presidente do IPG (último à direita)

Na reunião foi explicado que, até o fim do censo, diversas ações, como mutirões, serão realizadas para completar o levantamento. Além disso, também foi informado que Petrópolis está numa faixa de população em que pequenas mudanças na contagem não afetarão as transferências de recursos ao município (FPM), mas ainda assim o IBGE tenta sensibilizar a população sobre a importância do censo para fundamentar políticas públicas municipais, estaduais e federais, que beneficiam toda a população.

Uma reunião adicional está planejada para após o término dos trabalhos do censo em Petrópolis, para apresentar os resultados finais. De acordo com Cleveland, como o IPG tem como principais objetivos promover a gestão participativa e introduzir o planejamento estratégico na gestão do município, como parte de suas ações, se ofereceu para ajudar na realização do evento promovido pelo IBGE.

Quem quiser obter mais informações sobre o censo em Petrópolis é só clicar aqui para acessar o mapa