ENTREVISTA: FELIPE FACKLAM

VETERINÁRIO ESPECIALISTA EM MEDICINA DE ANIMAIS SELVAGENS

No Planejamento Estratégico para Petrópolis (PEP 20), desenvolvido pelo IPG em 2020, há um capítulo específico para o tema Fauna. Por isso, é importante termos conhecimento das características dessa fauna, para assim conseguir planejar uma estratégia, já que Petrópolis está em uma Área de Proteção Ambiental e convive com animais domésticos e exóticos. Para compreender melhor como lidar com esta questão, o IPG conversou com o veterinário Felipe Facklam, especialista em Medicina de Animais Selvagens e Responsável técnico pela clínica escola de medicina veterinária da Universidade Estácio de Sá, da unidade Petrópolis. Felipe também atua como Médico veterinário socorrista e resgatista do GRAD (Grupo de Resposta a Animais em Desastres) e é assessor técnico na Coordenadoria de Bem-estar Animal da Prefeitura de Petrópolis.

Confira abaixo a entrevista e deixe seu comentário.

IPG – Em relação a um reflorestamento urbano, os veterinários especializados em animais silvestres costumam ser chamados para participar desses projetos? Se sim, como atuam?

FF -Sim, veterinários especializados em animais silvestres são frequentemente chamados para participar de projetos de reflorestamento urbano. Sua atuação é importante no planejamento e execução das ações, pois possuem conhecimento sobre as espécies nativas e exóticas que habitam ou poderão habitar as áreas reflorestadas. Eles atuam na avaliação de impactos ambientais, monitoramento da fauna, manejo de espécies, reintrodução de animais silvestres e no atendimento a possíveis casos de animais feridos ou doentes que surgem durante o processo. Além disso, contribuem para a criação de corredores ecológicos e travessias de fauna que são essenciais para a manutenção da biodiversidade e para a conectividade entre fragmentos florestais.

IPG – Os petropolitanos convivem muito com animais silvestres (gambás, capivaras, jacus, etc.) e algumas dessas populações têm aumentado nos centros urbanos, inclusive parece que alguns desses animais não são da nossa região (miquinhos, tucanos). Poderia explicar os motivos desse aumento e o que acontece com o ecossistema a partir dessa convivência?

FF – O aumento da presença de animais silvestres em áreas urbanas, como ocorre em Petrópolis, pode ser explicado por diversos fatores, incluindo a expansão urbana que fragmenta habitats naturais, a busca por alimento e abrigo nos centros urbanos, e as alterações climáticas que afetam a disponibilidade de recursos naturais. Algumas espécies, podem não ser nativas da região e são classificadas como exóticas. A introdução dessas espécies pode causar desequilíbrios no ecossistema local, como a competição com espécies nativas por recursos, a transmissão de doenças, e a alteração das cadeias alimentares. Esses desequilíbrios podem levar à redução da biodiversidade e à degradação do ambiente natural.

IPG – Como os moradores devem agir se encontrarem um animal silvestre seja na rua ou na sua residência? E se este animal estiver ferido, o que fazer ou não fazer?

FF – Ao encontrar um animal silvestre, é importante que os moradores mantenham a calma e evitem qualquer contato direto, pois o animal pode estar estressado, doente, com dor e pode reagir de forma imprevisível. O ideal é acionar as autoridades competentes, como a Polícia Ambiental, IBAMA (linha Verde), ou o Corpo de Bombeiros, que possuem equipes treinadas para o manejo e resgate desses animais. Se o animal estiver ferido, deve-se evitar tocá-lo ou tentar alimentá-lo, pois medidas inadequadas podem agravar a lesão. Aguarde a chegada dos profissionais que farão o resgate e prestarão os cuidados necessários.

IPG – Você tem recebido muitos chamados de resgate?

FF – Sim, o número de chamados para resgate de animais silvestres tem aumentado, principalmente em áreas urbanas onde a expansão e a fragmentação dos habitats naturais são mais intensas. Esses chamados geralmente envolvem animais que invadem residências, que são encontrados feridos ou desorientados, ou que estão em locais perigosos tanto para eles quanto para os humanos. Muitas pessoas alimentam esses animais e até deixam que fiquem nas residências, como ouriços e gambás.

IPG – Esse comportamento pode trazer danos para o animal, para o ser humano e para os animais domésticos? Se sim, quais.

FF – Sim, alimentar animais silvestres e permitir que fiquem nas residências pode trazer sérios danos tanto para os animais quanto para os seres humanos e animais domésticos. Para os animais silvestres, essa prática pode resultar na perda de seus instintos naturais de busca por alimento, tornando-os dependentes do ser humano, o que pode comprometer sua sobrevivência a longo prazo. Além disso, há o risco de transmissão de doenças zoonóticas, que podem afetar tanto humanos quanto animais domésticos, além de potenciais conflitos que podem resultar em ferimentos. Outro problema é a competição por alimento e espaço entre os animais silvestres e os domésticos, o que pode levar a brigas e ferimentos. Portanto, é fundamental que os moradores evitem alimentar ou abrigar animais silvestres e que busquem orientação das autoridades competentes em caso de contato com esses animais.

Entrevista a Teresinha Almeida.

IPG ENTREVISTA ESPECIALISTAS EM REFLORESTAMENTO URBANO

Petrópolis é intitulada a Capital Estadual das Unidades de Conservação. Porém, no primeiro distrito, área urbana que faz parte da APA-Petrópolis, portanto uma UC também, a vegetação, tanto no que se refere às árvores e às matas ciliares dos rios que percorrem toda a cidade, tem diminuído bastante ao longo dos anos. Em tempos de mudanças climáticas, é fundamental ter uma boa vegetação nessas áreas. Mas, como reflorestar uma área urbana como Petrópolis onde ainda convivemos com árvores exóticas antigas, espécies da mata atlântica e animais como as capivaras passeando pelo asfalto, pássaros como quero-quero, jacus, em áreas tombadas pelo Patrimônio Histórico? Será possível essa convivência? Devemos trocar as espécies exóticas por nativas? Para tirar essas e outras dúvidas que surgiram nos grupos de discussão que elaboram o PEP 20 (Planejamento Estratégico para Petrópolis),o IPG conversou com especialistas em reflorestamento urbano: o biólogo e professor Dr. André Micaldas , a engenheira Florestal, Erika Melo Brandão Assis e a arquiteta do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional),Isabelle Cury.

Siga a leitura e compreenda com os especialistas como deve ser feito um reflorestamento em áreas urbanas.

REFLORESTAMENTO: UM DESAFIO NAS ÁREAS URBANAS

Elaborar um projeto de reflorestamento urbano não é algo tão simples, não basta apenas plantar árvores de forma aleatória. De acordo com a engenheira florestal Erika Melo Brandão Assis, petropolitana, que possui larga experiência na área e hoje atua no Instituto Ação Socioambiental “é preciso que a equipe que vai fazer esse planejamento, que podem ser composta por biólogos, engenheiros florestais, paisagistas, sejam profissionais com conhecimento em dendrologia (ramo da ciência que compreende o estudo das árvores, identificação, características e distribuição natural das mesmas).

O reflorestamento urbano é um processo meticuloso, que o biólogo e também Educador Ambiental Dr.André Micaldas, explicou quais critérios devem ser seguidos, que são:

Dr.André Micaldas
  • As espécies devem ser autóctones, ou seja, nativas do local, pois já estão adaptadas ao clima, ao solo e servem de alimento e abrigo para a fauna local e podem fornecer sementes que podem ser utilizadas pela população para plantio.
  • Se a rede elétrica for aérea e as árvores forem ser plantadas sob a rede elétrica não podem crescer muito.
  • Se as árvores forem plantadas no calçamento e/ou próximas a muro, as raízes não podem ser do tipo emergentes ou adventíceas (como figueiras); devem ser do tipo pivotante (uma raiz principal com crescimento vertical em profundidade).
  • Deve-se evitar o plantio de espécies tóxicas para seres humanos e fauna (plantas com látex).
  • Se o lugar for frio, deve-se dar preferência para espécies que percam as folhas no período do inverno pois facilitam a entrada do sol na cidade como, por exemplo, os ipês.
  • Deve-se evitar o plantio de árvores com frutos grandes (abricó de macaco) que podem provocar danos a veículos e ser um risco a vida de pedestres e animais como cães e gatos.
  • Devem ser evitadas espécies que apodreçam facilmente ou possam ser atacadas por cupins e outros organismos xilófagos (que se alimentam de madeira).
  • Devem ser evitadas espécies que liberem substâncias alergênicas e que possam causar coceira (como o fruto da palmeira rabo de peixe ou a folha que protege a gema do caule dos bambus).
  • As árvores devem ser plantadas respeitando a exposição ao sol ou ao sombreamento do local, caso contrário a maioria morre.
  • As mudas devem ser plantadas o maior possível para evitar o vandalismo.

Os reflorestamentos urbanos, seguindo os critérios acima, de acordo com André ainda são muito poucos. Ele cita o exemplo “da Alameda Sandra Alvim, localizada no Recreio dos Bandeirantes, em que foram utilizadas espécies autóctones de restinga ecossistema original do Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, onde participei plantando algumas mudas de paineira que produzi no meu apartamento, como o humus do meu minhocário”.Erika citou também exemplos de Maringá no Paraná e Curitiba que são bem arborizadas.

Engenheira Florestal Erika Assis
Exemplo de falta de critérios.

Se os critérios não forem seguidos e, por exemplo, termos podas feitas de forma errada, sem a participação de técnicos e que são planejados muitas vezes movidos apenas pela questão do paisagismo, ou seja, só pela beleza da árvore, André explica que “Sem planejamento, as árvores que crescem muito ou têm raízes emergentes podem destruir a rede elétrica, se ela for aérea, destruir calçamento, muros, e sua queda pode ser um risco, os frutos grandes podem danificar carros, casas e causar acidentes até fatais com pessoas e animais. Árvores de espécies tóxicas podem causar envenenamento de pessoas, sobretudo crianças e também animais, filhotes de cachorros e gatos”. Também destaca que “A poda drástica às vezes pode matar a árvore ou causar a redução de abrigo e alimento para animais e redução de sombra para pessoas e carros além de diminuir a beleza do local”.Por isso, Erika, lembra que “é preciso ter também na equipe alguém especializado em fauna, deve ser feito um trabalho integrado para que os corredores sirvam de poleiro, mas também como alimento, é preciso trabalhar com frutíferas da mata atlântica em locais que comportam para atender nosso público especial que são as árvores”.

Polêmica: Exóticas ou nativa ?

Uma questão que sempre surge quando é pensado um reflorestamento urbano é se serão colocadas árvores nativas ou exóticas. De acordo com Erika essas árvores podem conviver sim. Mas quanto à preservar o que já existe, ela salienta que é necessária uma avaliação. “Se não estão bem, pode ser pensado um manejo para essas árvores, que podem ser substituídas por um tipo de floração, de cor, de algum grupo parecido, podemos fazer diversos tipos de composição. Assim exóticas e nativas podem conviver, dentro de um plano. Isso deve ser avaliado, é preciso ver o custo-benefício de uma intervenção e pode sim ser feito um manejo priorizando as nativas”, explica.

O que fazer em áreas tombadas pelo IPHAN?

Na prática, às vezes surgem situações onde é preciso lidar com a inserção ou manutenção de árvores exóticas. Em Petrópolis uma parte do Centro Histórico teve o conjunto paisagístico tombado pelo IPHAN. Então há uma polêmica na cidade, porque alguns acham que quando as árvores antigas morrerem devem ser substituídas por nativas, mas por causa do tombamento, outros acham que precisam plantar a mesma espécie, porque as raízes de muitas dessas árvores, causam problemas no calçamento. André explica que é “sempre favorável ao plantio de espécies autóctones ou nativas do lugar, já que estão adaptadas ao clima e ao solo e servem de alimento e abrigo para a fauna local”. Mas, destaca que se ocorrer a escolha por espécies exóticas que, pelo menos, atendam aos outros critérios que ele explicou. Em relação ao tombamento. Erika acredita que isto ocorreu “num momento que queriam mostrar a variedade botânica de diversos lugares do mundo, tinha um objetivo esse paisagismo” e acrescenta que hoje observa “que existe um grande desconhecimento da nossa botânica, de um ponto de vista popular” e acrescenta que “trabalhar um paisagismo com as nativas é uma forma de mostrar para a população as nossas árvores, é também um trabalho de Educação Ambiental. Petrópolis ter uma arborização com nativas, seria um movimento, um passo, muito interessante em diversos sentidos para a Educação Ambiental. Poderiam ser feitos corredores de fauna, se eu pudesse votar, votaria num paisagismo com nativas.”

Já em relação às exóticas, quando morrerem, Erika, acha que “não deveriam plantar as mesmas espécies, temos que priorizar as nativas e pensar em quais seriam interessantes, pois existe a questão do calçamento, de toda estrutura de uma cidade, temos que pensar também na questão dos alagamentos, avaliar como um todo, a fisiologia da planta e todo o cenário que está no entorno dela”, destaca. Erika também esclarece que não é só desenhar o projeto dessa estrutura, mas mantê-la. “A gente precisa de um serviço olhando para as nossas árvores, para orientação de poda, para ver a sanidade delas, adubação, isso tudo, por exemplo, para o centro histórico porque é um patrimônio e elas fazem parte de todo esse visual.”

Dra,Isabelle Cury

Mas para fazer um reflorestamento em uma área tombada é preciso avaliar outros aspectos, além dos mencionados pelo biólogo. De acordo com a arquiteta Isabelle Cury, “há diferentes critérios a serem considerados nas áreas históricas, onde originalmente se incluíram as espécies exóticas”. Ela explica que “é exigido um maior conhecimento, já que existem exóticas que foram utilizadas no século XIX, algumas invasoras* e outras não”. Isabelle destaca também que “o critério não é o de espécies da Mata Atlântica e sim o de arborização urbana, pois é uma área antropizada”. Para este reflorestamento, é necessário analisar as características do local e o projeto de arborização original para definir o que será realizado. Independente do que for escolhido pela equipe que estiver elaborando o projeto em uma área onde o conjunto paisagístico foi tombado, Isabelle frisa que “o IPHAN precisa ser consultado pois a arborização interfere diretamente na preservação e na ambiência do bem tombado”.

*(As espécies exóticas invasoras são aquelas plantas e animais que estão fora da sua área de distribuição natural e que ameaçam hábitats, serviços ecossistêmicos, e a diversidade biológica, causando impactos em ambientes naturais.)

Mudanças climáticas: árvores são fundamentais

Independente das espécies sabemos que árvores em áreas urbanas em tempos de mudanças climáticas são fundamentais, pois como explica André “as árvores ao crescer retiram o gás carbônico da atmosfera (um dos responsáveis pelas mudanças climáticas) e o imobilizam na celulose do tronco e galhos e raízes, diminuem a temperatura ambiente em até 5 ou 6 graus C, diminuem o efeito das células de calor das cidades, absorvem as águas das chuvas, auxiliam as águas das chuvas a penetrar no solo e atingir o lençol freático mantendo a vazão dos rios por mais tempo, umidificam o ar deixando-o menos seco, retiram poeira do ar que ficam presas nas folhas e que depois são lavadas pelas chuvas, fornecem sombra para todos. As árvores ainda tem um papel no bem-estar psicológico das pessoas, tendo em vista que a cor verde acalma”.

Erika salienta que percebemos como o clima muda, “é nítida a diferença quando você está embaixo de uma árvore ou exposto ao sol. Além disso, toda área que uma copa ocupa, o impacto de cada gota é importante. Porque uma coisa é ela cair direto na superfície e escoar, outra coisa é cair nesse guarda-chuva enorme, que é a árvore, e ela vai batendo folha por folha, vai escorrendo no tronco, aí acontece a infiltração no solo, ela vai sendo disponibilizada de forma lenta para o lençol freático, o que vai ajudar na drenagem, em uma escala grande”.

Matas ciliares também entram no projeto de reflorestamento urbano.

Ponte do Colono – Piabanha

As matas ciliares dos rios de Petrópolis, que cortam a cidade, também entram em um projeto de reflorestamento urbano. Segundo os especialistas é possível reflorestar, de uma forma rápida para evitar a construção de muros de pedra, gabião e outras intervenções que não são naturais. Erika explica que, “temos espécies como sangra d’água, ingás, entre outras, que se desenvolvem bem nesse ambiente úmido” E ela esclarece: “É uma estratégia. Pois a gente coloca espécies chamadas de preenchimento, as pioneiras, e as secundárias iniciais, porque elas vão crescer rápido, aí depois você vem com as espécies que são as tardias, as espécies de diversidade e elas vão crescer mais lentamente, mas também vão ficar mais tempo, e também vão fazer essa função de estruturação do solo, fazendo esse paisagismo pensado, no caso, por exemplo, da rua Piabanha, servindo como um grande corredor das margens fazendo essa integração para que essa fauna possa se movimentar. Isso seria muito lindo de ver”.

Reflorestamento urbano e APA-Petrópolis.

Será que o fato do primeiro distrito de Petrópolis estar dentro da APA-Petrópolis faz alguma diferença na forma de reflorestar as áreas urbanas? Para André “ estar dentro de uma APA é um privilégio que poucas pessoas têm consciência e o reflorestamento deve levar em conta ser uma APA, uma Unidade de Conservação”. Nesse contexto, “a restauração indica a necessidade de espécies autóctones”, ressalta André.

E para Erika o reflorestamento urbano “só agrega para APA e é bem interessante, porque se realmente fizerem um reflorestamento de nativas, um olhar assim pode até compor a revisão do plano da APA, alguma coisa nesse porte pensado como cidade, utilizando árvores nativas, isso pode estar integrado no plano de manejo da APA, com uma proteção maior, até para desenvolvimento de projetos.”

Benefícios para a economia local

André e Erika concordam que a economia também pode ser beneficiada por um reflorestamento urbano. André cita exemplos, como “a diminuição no uso do ar-condicionado que pode resultar em economia na conta de energia elétrica de estabelecimentos comerciais e o aumento do conforto térmico pode favorecer a vinda e permanência de turistas e clientes. Além disso “ a cidade vai ficar muito mais agradável e a economia ser beneficiada indiretamente, será uma consequência” destaca Erika que também alerta para o fato deste reflorestamento ter um custo, porque “para manter uma cidade assim, tão planejada com árvores, tem que ter uma resposta muita rápida, tem que primeiro estruturar e estar preparado, por exemplo, para uma chuva forte, com ventania, a resposta tem que ser rápida, um serviço eficiente para atender essa demanda”.

Mudança de comportamento: Educação Ambiental integrada ao projeto de reflorestamento

Como educador Ambiental André acredita que para mudar essa cultura urbana de que árvores atrapalham, sujam, é preciso “realizar vivências com troca de saberes para esclarecimento em instituições de ensino e outros espaços públicos e plantio de mudas das espécies autóctones em espaços urbanos com crianças e adultos, com participação do poder publico municipal, se houver interesse e disponibilidade”. Para André “o reflorestamento urbano pode ser realizado junto com a Educação Ambiental, auxiliando na mudança de mentalidade do ser humano com o ambiente do qual faz parte em busca de uma vida mais harmônica”.

Situação de algumas árvores de Petrópolis

DICAS DE LEITURA SOBRE REFLORESTAMENTO

Sugestões do Prof. André.

benefícios das árvores urbanas.pdf

Manual técnico Arborização Urbana.pdf

Manual_Arborizacao Urbana.pdf

plano diretor de arborização urbana.pdf

Entrevistas, redação e edição Teresinha Almeida, Jornalista, Educadora Ambiental e Gestora de Comunicação do IPG. // Fotos: Karina Wilberg, participante do IPG.