RECUPERAÇÃO DE PETRÓPOLIS: IPG PARTICIPA DE REUNIÃO NO SICOMÉRCIO

Meio ambiente e economia sendo pensados de forma integral. Esse foi segundo Ramiro Farjalla, Diretor do IPG (Instituto Philippe Guédon), um dos resultados positivos da reunião realizada nesta segunda-feira, no Sicomércio com entidades da sociedade civil.
O objetivo da reunião, presidida por Marcelo Fiorini, também presidente do Secomércio, foi mobilizar o empresariado petropolitano para acompanhar as ações do poder público sobre as prevenções de risco e o plano de recuperação econômica no município, com a marca Petrópolis, e fazer uma agenda positiva para recuperar a autoestima da cidade e atrair turistas.
Diversos assuntos relacionados à questão ambiental e que estão diretamente ligados à reestruturação da cidade foram discutidos, como a obra do túnel extravasor, limpeza das ruas e desassoreamento dos rios. No encontro Ramiro se propôs a compartilhar o PEP20 (documento elaborado pelo IPG com o planejamento estratégico para Petrópolis nos próximos 20 anos) para apresentarem propostas de curto, médio e longo prazo.
Para Ramiro o evento foi “bem proveitoso e mobilizador com a recuperação econômica e prevenção como eixos”. A importância de abrir diálogo com os órgãos públicos, universidades e apoio técnico também foi um dos pontos considerados importantes para a conclusão destas ações e que segundo Ramiro “é um dos propósitos do PEP 20”.
Além do IPG, participaram do encontro, Marcelo Schaffer, Presidente da OAB e representantes do segmento empresarial de Petrópolis.

POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Vamos falar de Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)?  Este tema faz parte das discussões do GT 05, Meio Ambiente, do PEP 20 Planejamento Estratégico para Petrópolis – Construindo a Petrópolis que Queremos. A PNRS existe desde 2010 mas até agora não foi cumprida em sua totalidade na maioria dos municípios, incluindo Petrópolis. Acontecem apenas algumas ações pontuais de coleta e triagem de materiais recicláveis no Município. Segundo Ramiro Farjalla, advogado e mestre em Educação Ambiental, isto ocorre ,entre outros fatores por, “falta de cultura ambientalmente sustentável, que envolve política de participação social. A lei leva a educação ambiental para a gestão participativa. Porém, precisa-se de políticas públicas de implementação nesse sentido”,enfatiza. A PRNS  prevê a inclusão dos catadores de materiais recicláveis em todo o processo de reciclagem, o que também não acontece. Ramiro acredita que para reverter esta situação é preciso políticas públicas de incentivo fiscal e linhas de crédito que facilitem o empreendimento para a logística reversa”. Motivar a população é outro desafio. No IPG está sendo realizado um trabalho no GT05 sobre propostas ligadas à gestão de resíduos. Ramiro explica que a motivação “Começa pela capacitação dos servidores públicos municipais de Petrópolis. Precisa-se levar informação sobre a própria lei da PNRS. A Educação deve ser a chave para a implementação da lei. É uma mudança de cultura e modo de produção e consumo”. Em relação à reciclagem, Ramiro entende que é   uma questão logística. ‘Precisa-se de planejamento, vontade política. Petrópolis está perdendo oportunidades econômicas sem a implantação da lei, sobretudo uma lei municipal para atrair investimentos. A sustentabilidade ambiental está se tornando oportunidade de empreendedorismo que envolve emprego e renda”. Então, o IPG quer saber: como a população pode colaborar para que esta política seja implementada em Petrópolis? Para compreender melhor sobre este assunto leia o artigo de Ramiro Farjalla em destaque aqui LinkedIn e deixe aqui seus comentários. Clique no link para ler o artigo https://lnkd.in/dbYGZvBXj
Texto: Teresinha Almeida – Gestora de Comunicação