HABITAÇÃO: É PRECISO QUEBRAR PARADIGMAS

“É preciso quebrar paradigmas, realizando obras com a aplicação de Soluções baseadas na Natureza – SbN”. Este foi um dos temas destacados por Maria Cristina Franca Melo arquiteta diretora do IPG, na programação do “CAU na sua Cidade – Petrópolis”.

O evento realizado na Praça da Liberdade, entre os dias 27 e 29 de setembro, foi promovido pelo CAU/RJ em conjunto com o Núcleo de Arquitetos e Urbanistas de Petrópolis – NAU, reunindo especialistas para discutir diversos temas através de palestras, mesas de conversas e mostras de trabalhos.

Arquiteta Maria Melo representando o IPG (terceira, da esquerda para direita)

Maria participou na mesa do tema relacionado à habitação e natureza e como esta temática se insere nas questões sociais, ambientais e urbanísticas do município. Além do IPG, que também contou com a representação do seu Presidente Cleveland Jones, participaram os profissionais do CAU/RJ, do NAU/Petrópolis, do CDDH (Petrópolis), e docentes de instituições de ensino em Petrópolis e da cidade do Rio de Janeiro. Na ocasião foram abordados diversos desafios e problemas tais como o déficit habitacional, as construções em áreas de elevado risco, a falta de drenagem nas comunidades e no Centro Histórico, assim como propostas de mitigação para o seu enfrentamento pelo município.

Maria apresentou o PEP 20 (Planejamento Estratégico para Petrópolis), com visão de 20 anos, organizado pelo IPG com a participação da sociedade civil, destacando o capítulo sobre habitação do subtema do GT-01 (Urbanismo e Infraestrutura). Colocou e comentou as ameaças, oportunidades e propostas contidas no documento. Enfatizou também a importância do planejamento estratégico como forma de integrar as políticas habitacionais, ambientais e urbanas, um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo IPG. Neste sentido, acredita que a “criação de um Instituto de Planejamento é premente para a cidade”, não se tratando apenas de criação de cargos, uma vez que poderia absorver alguns existentes nas diversas secretarias, tendo inclusive uma configuração jurídica independente politicamente às alternâncias de governo.

Para Maria é urgente a necessidade de uma legislação específica voltada para cidades como Petrópolis, as quais precisam ser resilientes aos efeitos das mudanças climáticas (cidades esponjas) e não continuem fazendo “obras seguindo o mesmo modelo de muitos e muitos anos”.

Para conhecer o capítulo sobre habitação no PEP 20 clique aqui.

Texto: Teresinha Almeida – Gestora de Comunicação – IPG

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