Um assunto que está sempre em pauta no cotidiano dos petropolitanos é o bem estar animal. Este tema também faz parte do PEP 20, dentro do grupo de trabalho de Meio Ambiente. Por isso, o IPG está atento a essas questões. Recentemente foi publicado em um jornal local sobre a possibilidade de ser construído um abrigo municipal para animais domésticos abandonados, conforme ação civil do Ministério Público Estadual. A proposta não agrada aos protetores.
O IPG conversou com três ativistas da causa animal em Petrópolis, Ana Cristina, da AnimaVida, Carlos Eduardo Pereira, do Gapa, e Marcelo Pamplona, da Dog’s Heaven. Todos com larga experiência em causas do Bem Estar animal, sempre atuantes em conselhos e conferências, explicaram o porquê do abrigo não ser considerado uma solução para os animais abandonados (em sua maioria cães e gatos) e acabar se transformando em mais um problema.
Nesta matéria colocamos os principais argumentos desses ativistas sobre a questão do abrigo e também algumas soluções propostas para evitar o abandono animal em Petrópolis.



Confira:
PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA CONSTRUÇÃO DESTE ABRIGO
Todos os entrevistados concordaram que não há pontos positivos na construção de um abrigo para animais. Marcelo destaca que “Qualquer política voltada para proteção dos animais deve ser desenvolvida a partir de parâmetros de diagnóstico, ser estudada de maneira sistemática e com a abrangência adequada, como qualquer estratégia que pretenda atacar problemas complexos como os da proteção animal. É uma ideia que não partiu de um estudo concreto que tenha abraçado todos os aspectos’. Já Ana Cristina, acredita que a “ construção de um abrigo dentro do atual contexto da cidade – total falta de controle da população de cães e gatos – não trará nenhum benefício, nem para a cidade, nem para os animais e poderá se tornar um novo ponto de abandono de animais”. E ainda há a questão financeira, como lembrou Carlos Eduardo, pois o abrigo “é um equipamento de alto custo, tanto de construção, quanto de manutenção”. Os ativistas também estão de acordo que o abrigo não vai resolver o problema de animais abandonados e que em pouco tempo estará superlotado porque dificilmente a prefeitura terá condições de manter esse abrigo funcionando em condições de excelência. Uma preocupação de Carlos Eduardo é que caso tenha esse abrigo “para se retirar esses animais das ruas a solução é a volta da velha carrocinha, que é um equipamento absolutamente cruel, e que não faz distinção entre os animais comunitários, daqueles que tem tutores e que saíram para dar um passeio. Passou na frente da carrocinha, ela captura, captura com violência e isso é um retrocesso de cinquenta anos”.
DESTACAMOS OS SEGUINTES PONTOS NEGATIVOS
- Aumento constante da população de animais no abrigo;
- O incentivo ao abandono (no canil ou nas ruas) pois “tem alguém que cuide”,
- A necessidade crescente de material e pessoal para manutenção
- Alto custo, tanto de construção, quanto de manutenção.
- Dificuldades da prefeitura de manter esse abrigo funcionando em condições de excelência.
TRAGÉDIAS DO INÍCIO DO ANO REACENDERAM OS DEBATES
Muitos animais nas tragédias que ocorreram não foram exatamente abandonados, seus tutores ou morreram ou ficaram sem casa. Isso pode ter estimulado a discussão sobre este tema do abrigo novamente. Marcelo afirma que depois da trajédia o abandono aumentou consideravelmente. Ana enfatiza que “a situação extraordinária dos animais vítimas das tragédias não seria um problema se a população de animais estivesse sob controle dentro do município. Talvez nem precisássemos de abrigo porque as ONGs e protetores independentes teriam condições de acolhê-los e trabalhar suas adoções com calma e responsabilidade.” CARLOS EDUARDO acredita queo número de animais nas ruas não cresceu em função desses eventos climáticos, mas sim “pela falta de uma política pública constante de castrações. Esse é o principal ponto que envolve o grande número de animais nas ruas. E é claro que a crise também. Porque muitas pessoas perderam o emprego, estão com dificuldades, estão enfrentando custos de alimentação das suas famílias bastante elevado e a ração no Estado do Rio tem um ICMS altíssimo e os custos de clínica veterinária também subiram bastante”.
SELO PET FRIENDLY COLABORA PARA DIMINUIR O ABANDONO?
Algumas cidades turísticas pelo Brasil estão aceitando animais em estabelecimentos como restaurantes e hotéis e muitas cidades já possuem o selo pet friendly, que é um certificado dado pelo poder público para estimular estabelecimentos a aceitarem a presença de animais de estimação. MARCELO acredita que “ Essa ideia é ótima e não é por acaso que está inserida em quase todas as propostas do relatório da conferência do bem estar animal”. Carlos Eduardo lembra que o selo pet friendly é hoje uma grande tendência mundial de turismo, pois as famílias atualmente já são consideradas multiespécies, mas não acredita que isto vá diminuir o abandono. Para Ana, o “ selo “pet friendly” é puramente comercial, não traz nenhum benefício para a questão animal da cidade. Uma cidade que não cuida de seus animais e que permite o abandono não pode ser chamada de “pet friendly”.
ONGS ENFRENTAM DIFICULDADES MAS O ABRIGO NÃO É A SOLUÇÃO
AFIRMAM PROTETORES
A Ongs protetoras de animais em Petrópolis têm passado por muitas dificuldades, como superlotação e falta de verbas, principalmente depois das tragédias de fevereiro e março. A Dog’s Heaven, por exemplo, estava com 270 cães em janeiro e atualmente tem 340 e teve que suspender o recebimento de cães, pois a superlotação foi atingida e não tem condições financeiras para arcar com os custos. Todos os entrevistados afirmam que a existência de um abrigo não resolve esse problema porque o número de animais nas ruas é enorme e só tende a aumentar pela falta de ações para coibir nascimentos descontrolados de animais. De acordo com Carlos Eduardo, “A sociedade civil está respondendo por esse aumento de animais nas ruas, precisando de apoio, acolhimento e encaminhamento dos animais para adoção e não para a prisão. É a grande diferença do abrigo. Os animais ficam com os tutores, nas Ongs, e são oferecidos para adoção.”.
O QUE FAZER PARA EVITAR O ABANDONO
No início do ano foi realizada em Petrópolis a I Convenção de Proteção Animal, da qual resultou um documento com diversas propostas para o bem estar animal.
Elencamos aqui algumas soluções para evitar o abandono que todos os entrevistados concordam.
- Controle de natalidade (mutirões de castrações sistemáticos e não somente a cada 6 meses),
- Controle da guarda e posse de animais (microchipagem com o cadastro dos tutores na prefeitura e protocolo para que se possa saber para onde levar o animal)
- Educação ambiental pró-fauna dentro das escolas, incluindo nisso a educação e preparação dos professores.
- Implementar as medidas que estão no relatório da conferência do bem estar animal – Necessidade de diálogo com o governo municipal;
- Participação da sociedade civil no conselho municipal para opinar sobre as ações;
- Adoção responsável – Incentivo à adoção de animais adultos
Entrevista e redação: Teresinha Almeida – Gestora de Comunicação IPG
Sou e serei sempre conra essa PRISÃO PARA INOCENTES.
ESSES NÃO SÃO CORRUPTOS NEM LADRÃO. O QUE A PREFEITURA ESTÁ QUERENDO NÃO PODE EXISTIR.
QUEM VAI ACREDITAR QUE ESSE OU QUALQUER PREFEITO IRÁ MANTER AS DESPESAS QUE NÓS SABEMOS O QUANTO CUSTA.
NUNCA NOS OUVIRAM,REUNIÕES QUE POUCO RENDEU EM ALGO BOM PARA OS ANIMAIS.
ATÉ HOJE TEMOS UM VETERINÁRIO QUE NÃO RECEBEU POR CASTRAÇOES FEITAS.
NÃO QUEREMOS ANIMAIS AMONTOADOS ,ADOECENDO E MORRENDO SEM SEREM CUIDADOS.
ANIMAIS COMUNITÁRIOS SÃO MELHOR CUIDADO.
COMO ACREDITAR NA PREFEITURA? ESTÁ QUERENDO ACABAR COM ANIMAIS NOS PONTOS ONDE TURISTAS PASSAM.
VERBAS CHEGARAM E ATÉ HOJE TEMOS BAIRROS COMO O CAXAMBU QUE NADA FOI FEITO.
COMO ACREDITAR????
ELES NUNCA NOS OUVIRAM.
NÃO RESPEITAM ANIMAIS.
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